Desenhar, àquela brincadeira simples, estimula seu filho mais do que você pode imaginar…

Giz de cera, lápis de cor, grafite, canetinha, cola colorida, tinta guache… 

Aqui em casa meus filhos amam desenhar. O mais velho, agora rumo #aos8 desde cedo fazia-me cliente fiel das papelarias para comprar pastas em sequencia a fim de arquivar todos os seus trabalhinhos, fossem eles os desenhos mais fantásticos e inusitados produzidos em casa ou os “trabalhos sugeridos”, propostos pela escola. Ao longo dos anos, confesso, parei de guardar todos em papel… não haviam mais armários! Os mais divertidos e/ou eleitos por ele como “favoritos” ganham espaço no mural da cozinha ou na geladeira (cuja cor inicial às vezes a gente até esquece qual é). Quando os desenhos começam a acumular, preparo uma base clara e a melhor luz possível, fotografo todos e as imagens ganham seu espaço digital no computador da família. Uma ótima solução e que eu recomendo! 

Agora, nosso caçula, também traz os seus trabalhos e carrega suas revistas de colorir tanto pelos cômodos da casa quanto em nossos passeios e eu sempre levo na bolsa, giz ou canetinha. E se não tivermos sulfite? Qualquer papel serve, até a contra-capa da agenda da mãe ou as últimas folhas dos cadernos escolares. O que não pode é ficar sem desenhar. Aliás, aqui vale uma regra: quando os meninos começam a ficar entediados ou querendo brigar, o pai desliga os eletrônicos, espalha os papéis e cadernos de desenho na mesa e manda todo mundo desenhar. Problema resolvido!!

Mas por que comecei a contar sobre o nosso dia a dia?! Porque li no jornal Gazeta do Povo, distribuído no Paraná, sobre a importância do desenho no desenvolvimento do raciocínio e de habilidades motoras da criança. Porque desenhar é realmente fantástico, estimulando a criatividade, dando voz às emoções (não à toa é muito utilizado nas terapias infantis) e permitindo uma comunicação espontânea entre as crianças e o seu ambiente.    

“Durante a infância, o desenho é a forma de comunicação que antecede a escrita. Quanto maior a prática, mais fácil será para que a criança comece a traçar as primeiras letras”.

Além de ser uma atividade agradável e muitas vezes divertida, o hábito de desenhar ajuda na construção da infância. Os desenhos das crianças são às vezes apenas a tradução do dia a dia, mas podem ser presentes, cartinhas para os familiares que vivem longe e às vezes pedidos e cabe a nós aprendermos a fazer a melhor leitura daquilo que produzem. E tanto mães como pais sabem e percebem como ficam mais imaginativos e curiosos àqueles pequeninos cujo lápis e papel permitem criar e recontar sonhos, personagens favoritos e lugares queridos.  

“O desenho é a base do desenvolvimento da criança. À medida que o pensamento evolui, os traçados gráficos se transformam e a aprendizagem como um todo – desde a motricidade à percepção das emoções – se desenvolve”, explica Carmen Helena Campos Lago, terapeuta ocupacional e especialista em psicopedagogia da Casa do Crescer.

 Abaixo transcrevo algumas sugestões do artigo que citei anteriormente:

  1. Os pais devem dar para o pequeno um bloquinho ou um caderno de desenho para guardar os registros;
  2. Forneçam materiais variados, como lápis de cor, giz de cera e até mesmo carvão para os pequenos treinarem;
  3. Escolha objetos do quarto da criança e sugira que ela os desenhe;
  4. Selecione folhas diferentes do jardim e reproduza os modelos no papel (como estêncil). Uma técnica interessante é posicionar a folha de papel sobre a folha da árvore e passar o lápis de cor por cima, formando texturas com o desenho. A criançada irá adorar;
  5. Durante o almoço de família, incentive a criança a desenhar retratos das pessoas;
  6. Visite museus e observe a arquitetura da cidade com os pequenos. Treinar o olhar para os detalhes ajuda a desenvolver o pensamento crítico e a criatividade. 
(Fonte: Mari Inês Piekas, professora de desenho livre do Solar do Rosário, em Curitiba).

Linda sugestão de canto da criatividade, hein?!
 

Confira as etapas e expectativas para cada fase de vida do seu filho e não esqueça de motivá-lo e valorizar seus feitos!! 
Durante a infância, cada ano representa uma série de avanços no desenho da criança. As etapas a seguir são explicadas por especialistas da área, mas podem ser conhecidas por outros termos técnicos e que variam de acordo com estudiosos (como Piaget e Luquet):

De 1 a 3 anos
Os traçados são irregulares, conhecidos como garatujas. “A fase da garatuja é fundamental para o desenvolvimento do controle motor. Com o tempo, a criança consegue fechar uma forma, como um círculo, e isso é uma conquista para ela. A partir daí, surgem mais possibilidades de transformação”, explica Mari Inês.

De 3 a 4 anos
As formas são mais concretas e os desenhos se tornam reconhecíveis. Ainda que não haja proporções equilibradas, a criança consegue reproduzir um ser humano e respeita os limites da folha de papel.

De 4 a 6 anos
As inspirações surgem com as referências culturais da criança, seja a partir da televisão ou de livros infantis. É a fase das casinhas, flores, animais, super-heróis e paisagens. Há mais detalhes e realismo em cada desenho.

De 7 a 8 anos
A criança apresenta noções de perspectiva e se torna mais exigente com seu próprio trabalho. Os desenhos são mais perfeitos e representam tanto o cotidiano da criança quanto histórias de outros contextos.

 ***
(Por Tiffany Stica @maecomfilhos mãe de Caio José #aos7 e Vicente #aos3 – Na conexão Rio/Niterói)
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