Olimpíada premia "atletas" da matemática

Alguém ai tem “atletas da matemática”? 
Meu #aos12 adoraria ter essa chance, pouco valorizada em escolas particulares. Mas o filho da minha ajudante, que tem a mesma idade, já participa há 2 anos.
🙂
A edição de 2014 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas mobilizou mais de 46 mil escolas.
A cerimônia que premiará os 501 estudantes brasileiros medalhistas de ouro da Olímpiada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) edição 2014 deverá ocorrer no dia 20 de julho, no Teatro Nacional do Rio de Janeiro. A data foi proposta em reunião nesta quarta-feira (10) entre o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), César Camacho.
A proposta será apresentada ao Palácio do Planalto para avaliar a possibilidade da presidenta da República, Dilma Rousseff, participar da premiação. “A proposta é 20 de julho. E o MCTI, como já vem fazendo desde os outros anos, estará encarregado de levar essa data para o Palácio do Planalto, de maneira a contarmos com a Presidente da República”, afirmou César Camacho.
Na edição de 2014, a OBMEP contabilizou mais de 46 mil escolas na primeira fase e 41,3 mil escolas na segunda fase de inscrições. Entre os mais de 500 alunos vencedores há uma série de casos interessantes, entre eles o das irmãs trigêmeas de São Leopoldina, um município no interior do Espírito Santo, que conquistaram medalhas de ouro.
“Temos casos muito interessantes de cidades muito pequenas que conseguem alcançar o topo da qualificação em matemática. Desta vez, tivemos a premiação de trigêmeas de uma cidade chamada São Leopoldina, no interior do Espírito Santo, que ganharam, cada uma, uma medalha de ouro”, disse. “Isso é muito singular”.
Incentivo
Camacho acrescentou que a Obmep é mais do que uma maneira de selecionar e dar visibilidade a bons estudantes de todas as regiões do Brasil. Segundo ele, a olímpiada é também o mecanismo que faz com que o estudante “mude os rumos da sua vida”, que seja capaz de ascender socialmente.
“Normalmente, o estudante de uma pequena cidade ou não sabe que é bom em matemática, ou sabe que é bom, mas apenas na sua escola, no entorno, então suas ambições são pautadas pela dimensão da sua cidade”, disse. “Quando um estudante recebe uma medalha da olímpiada ele fica sabendo que é bom a nível nacional”, afirmou.
Muitos alunos que participaram da Obmep estão hoje nas universidades brasileiras. “Estamos vendo centenas de estudantes que foram selecionados pela olímpiada fazendo cursos os mais diversos em universidades. Se não fosse a existência da Obmep, eles provavelmente não estariam na universidade. O resultado é espetacular”, disse.
Parcerias
Além da Obmep, o ministro e o diretor do Impa conversaram sobre uma série de projetos que visam uma aproximação maior em matemática entre o Brasil, os países da América do Sul, em particular Bolívia, Paraguai e Peru, e a África. “O ministro acrescentou a necessidade de estabelecermos vínculos mais estreitos, mais sólidos, com os países africanos, principalmente, de língua portuguesa”, disse Camacho.
“[Trata-se de] programas de apoio à matemática e ao seu desenvolvimento. Ficamos de desenhar projetos novos para estimular essas parcerias e estabelecer relações não somente em matemática, mas também em algumas áreas da física e nanotecnologia”, explicou.
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