Mãe sem carro – viagem a Campos do Jordão

Não conheço as estatísticas e nem sei o quanto pode ser comum alguém morar em SP e não ter habilitação. Bem, sou uma dessas poucas pessoas.
Sempre me virei muito bem sem carro aqui na capital, carregando meu pequeno (de 4 anos) pra lá e pra cá, daí resolvi que nessas férias viajaríamos sem depender de carro (ou amigo motorista rs)
Passamos 4 dias em Campos do Jordão fazendo vários passeios curtos e dependendo basicamente de:
1) nossos pés
2) Internet para acessar mapas
3) táxi
Nos passeios mais longos, acabei optando por pegar táxi, pois achei que pelas distâncias a serem percorridas, valeria mais a pena.

Capivari, centro de Campos do Jordão

Ficamos hospedados no centro da cidade, o que tornou tudo mais prático, principalmente pelas distâncias mais curtas para alguns passeios.
Passeio 1: Parque da Floresta Encantada e Ducha de Prata

Casa das bruxas

Casa dos gnomos

Casa das bruxas

Casa dos anjos

Casa dos fantasmas

Casa das bonecas


Distância do centro: aproximadamente 10 km
Fomos de táxi, a corrida ficou em pouco menos de R$ 20
É um passeio que recomendo especialmente para quem tem crianças. São várias casinhas encantadoras, do tamanho dos pequenos! Ficamos no parque mais ou menos duas horas, passando mais de uma vez por cada uma das casas. 
O parque é de administração particular, então é cobrada uma taxa de entrada: R$ 10 por pessoa (crianças de até 3 anos não pagam); durante a semana o valor é de R$ 5.

Ducha de Prata

Na volta, vi a distância do parque até a Ducha de Prata, ponto turístico famoso da cidade: 1.500 metros só com plano e descida. Fomos a pé mesmo, para aproveitar a paisagem e a natureza (fora todas as construções da cidade, com características europeias lindíssimas!) 
A Ducha é formada por uma pequena represa e outras tantas quedas d’água.
Ali, vi que tinha um ponto de ônibus e resolvi esperar para voltar ao centro.
Passeio 2: visita ao Palácio Boa Vista (residência de inverno do governador do Estado)

Entrada do Palácio Boa Vista


Distância do centro: aproximadamente 7 km
Este foi o nosso passeio mais “fora de mão” e tive sorte com o taxista, que foi super camarada nos esperando sem cobrar pelo tempo de espera do passeio.
O Palácio Boa Vista é um museu permanente, onde todos os cômodos estão expostos aos visitantes. Ele é lindo, com sua decoração e mobílias de época, mas o que mais me chamou a atenção para este passeio foram as obras de arte presentes na decoração: Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Cândido Portinari são alguns dos artistas que têm peças no local.
Passeio 3: Bondinho

O bondinho 



Valor da passagem: R$ 12 por pessoa (crianças de até 5 anos não pagam – mas viajam no colo)
Com saída a cada 30 minutos durante o dia todo, é um passeio bem procurado, por isso recomendo comprar a passagem antes, pra não correr o risco de ficar esperando a próxima saída.
Os trilhos da Estrada de Ferro passam por toda a região central da cidade, indo até Pindamonhangaba e Santo Antônio do Pinhal. Aqui neste passeio, o bondinho percorre o perímetro urbano, da estação de trem até o portal de entrada da cidade.
A estrada de ferro também tem passeios de trem para Santo Antônio do Pinhal e Pindamonhangaba, mas estes têm menos horários e dias específicos. Não conseguimos ir para Santo Antônio por um erro de informação de um dos funcionários da estação, quando liguei na semana anterior. :'(
Passeio 4: circuito de “trenzinho”
Preço: R$ 20 adulto e R$ 10 criança 
Estacionados em frente ao teleférico, faz passeios de cerca de uma hora e meia de duração, percorrendo alguns pontos dos bairros centrais, com guia falando algumas curiosidades de construções, famosos com casas na região e sobre a cidade.
Achei um pouco caro, mas fomos mais pela empolgação do pequeno em andar num misto de caminhão + ônibus aberto (rs)
Passeio 5: Morro do Elefante

Vista do mirante do Morro do Elefante (dá pra ver toda a região central)


Subimos a pé o morro e digo que não foi a melhor das experiências, por alguns motivos:
1) subida 
2) calculei mal a distância e acabamos subindo mais do que o planejado (no meu mapa aparecia que o topo estava a 900 metro, quando na verdade estava a 1.600 metros de distância)
A vista é linda, mas recomendo subir de táxi.
Passeio 6: Fábrica de Chocolates Araucária e Casa da Xilogravura 
Os dois pontos ficam perto da rodoviária, então aproveitamos as horas antes da saída do ônibus pra conhecer.
A fábrica de chocolates tem visitação grátis. Você pode ver a produção dos chocolates através dos vidros ao redor das máquinas. Tem até uma mini-exposição sobre a história do cacau numa sala separada.

Máquina Linotype em exposição

Máquina de escrever em exposição

A casa de xilogravura tem entrada paga (R$ 6 adulto; menores de 12 anos não pagam)
São várias salas expondo obras nacionais e de outros países, como Inglaterra, Argentina e França. Tem também vários modelos de máquinas de escrever e uma Linotype em exposição.

Araucárias enfeitam as calçadas por todo o centro da cidade

Esses foram os nossos passeios e ficamos com uma vontade de “quero mais”, de outros passeios para fazer numa próxima viagem.
Pontos positivos: 
– taxistas muito simpáticos e atenciosos
– cidade organizada (confesso ter ficado bem impressionada com o trânsito local, que, apesar de não ter nenhum semáforo, não tinha buzinaços e nem cruzamentos fechados)
Pontos negativos: 
– vi vários ônibus circulares passando, mas ninguém soube me informar de horários ou itinerários. Pesquisando pela empresa na internet, tampouco tinham essas informações no site ou na fanpage do Facebook. Senti falta disso.
– o teleférico estava fechado, em manutenção para troca dos cabos 
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maecomfilhos

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3 Replies to “Mãe sem carro – viagem a Campos do Jordão”

    1. Oi, Vanina! Tudo bem?
      Com planejamento, tudo é possível 🙂
      Uma sugestão é ver quanto custará a viagem para os dois e dividir esse valor em parcelas que vc possa economizar (guardar na poupança) por alguns meses até conseguir viajar 😉
      É sempre bom levar em consideração se vcs ficarão hospedados em hotel ou pousada que sirva algumas refeições e, se não servir, calcular quanto poderá ser gasto em almoços e jantares. Tem que contar também as passagens de ida e volta e despesas com deslocamento na cidade visitada (no meu caso, que fui sem carro, preferi fazer alguns precursos mais próximos caminhando)

      Espero ter ajudado de alguma forma 😉

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