Leite Empedrado (Ingurgitamento mamário)

Quando meu primeiro filho nasceu eu sofri MUITO na descida do leite e empedrou muito. Sorte que fui orientada a esgotar imediatamente, ganhei uma bomba para “ordenhar” (odeio essa palavra, mas é a certa!) e descobri os bancos de leite para doação.

Porque quando as pessoas nos orientam sobre aleitamento, raramente nos falam sobre o excesso de leite materno. Mas acontece. Aconteceu comigo!
Por isso reuni aqui informações sobre o assunto:

Após o nascimento do seu bebê, é importante amamentá-lo desde o início para que sempre haja leite suficiente para suprir suas necessidades.

Pode ser que a mulher tenha baixa produção de leite, dores no mamilo e traumas mamilares, ingurgitamento mamário (mamas duras) e até complicações como a mastite.A descida do leite, na qual chamamos de apojadura, é considerado como ingurgitamento fisiológico, ou seja, normal do organismo, em que ocorre retenção de leite nos alvéolos, causando obstrução ao fluxo de leite, ficando estagnado.O acúmulo de leite é popularmente conhecido como leite empedrado.Geralmente, o ingurgitamento mamário costuma acometer as mamães dentre a primeira e quarta semana após o nascimento do bebê.O ingurgitamento pode evoluir para algo mais sério, e pode ser acompanhado por presença de dor, vermelhidão local, inchaço mamário e mamilos achatados que dificultam a pega do recém-nascido.A puérpera pode apresentar grande desconforto, febre e mal-estar, e muitas vezes não consegue amamentar, podendo bloquear e interromper a amamentação e contribuindo para o desmame precoce.O ingurgitamento mamário pode evoluir para uma mastite, que é uma infecção aguda das glândulas mamárias, causando febre, calafrios, mal-estar geral, fraqueza, prostração, feridas mamárias e septicemia.Os fatores de risco para o ingurgitamento mamário patológico estão relacionados ao início tardio da amamentação, mamadas não frequentes e de pouca duração, utilização de suplementos (fórmulas), sucção ineficaz do recém-nascido, aumento repentino da produção de leite, lesão mamilar, que tem como um dos fatores determinantes a inadequada posição da criança durante a amamentação e apreensão do mamilo.Para tratar o ingurgitamento mamário é importante manter a amamentação (exceto mulheres soropositivas para o HIV) e realizar ordenha caso criança mame pouco. Amamente seu bebê frequentemente e sob livre demanda, além de observar se a pega e a sucção estão corretas.

Fonte:SCIELO BRASIL. Scientific Electronic Library Online. Ingurgitamento mamário. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000200028

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